segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

in media res

a apenas dois semestres de acabar o curso, eu me descubro cheia de incertezas. dúvidas sobre coisas que pareciam tão certas, tão óbvias. parece que tudo aquilo que eu projetei pra mim se afasta cada vez mais, vai pra longe, meio que me olhando por cima do ombro.

talvez seja só um pressentimento de quem chega ao fim do caminho. de mais um caminho, de tantos outros que eu ainda vou percorrer.

a questão é que quando ainda estamos dentro da escola, da faculdade, enfim, ainda temos certeza, ainda nos sentimos 'protegidos', talvez. depois, a sensação é aquela que, daqui pra frente, a gente tem que se virar.

agora que a ficha foi caindo, eu me sinto tão nojentamente nostálgica. merde!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Da Lygia

"Gente assim ri mais, chora mais, odeia mais, ama mais... Ama mais, principalmente isto. Ama muito mais. E uma espécie de gente inflamável, que está sempre se queimando e se renovando sem parar." acho que essa frase me resume. me sinto tão intensa que às vezes parece que vou espalhar meus sentimentos por aí, sejam eles quais forem. doa a quem doer, porque em mim já não cabem mais.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Harriet

a verdade é que tudo nela era poesia. em um primeiro momento, a voz podia até nem ser doce e agradável aos ouvidos. os olhos não eram nem verdes ou azuis. eram castanhos, sem nada de especial. as mãos eram grandes demais para uma menina, segundo um de seus namorados. os cabelos não pareciam uma cascata dourada pronta para hipnotizar aqueles que admirassem por mais de 5 segundos. mas ela era poética.
Harriet pensava que nada era por acaso. as coisas tinham sempre um motivo. não era por acaso que ela estava ali. não era por acaso que Harriet era ela. às vezes, ser quem era pesava, chegava a doer. ela era o tipo de pessoa que você jamais enjoa de ter por perto. na verdade, você a quer sempre por perto. quem mais imitaria as pessoas daquela maneira tão graciosa, fazendo os amigos rir gostoso numa mesa de bar? quem mais conversaria com você sobre qualquer assunto, mesmo que sequer entendesse muito sobre ele? Harriet estava sempre pronta a ser um ombro ou ouvido amigo. você jamais se sentiria sozinho se Harriet estivesse por perto. não é todo dia que se tem a chance de ter alguém tão dedicado ao seu lado. não é todo dia que uma Harriet se apaixona por você. não é todo dia que você é uma Harriet.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

é isso

é essa coisinha que dói lá no fundo, um incômodo que insiste em se colocar entre a gente. é problema meu mesmo essa mania de querer fazer ser tudo sempre perfeito. a vida real não é assim. amores reais não são assim. amor é sofrer. é chorar de noite sozinho no quarto. é sonhar com o outro. é discutir e depois querer voar pros braços daquele que a gente ama. é se doar um pouco, tentar ser melhor, pensar nas palavras que se vai dizer e, mesmo quando isso não acontece, tentar se desculpar por eventuais exageros, sempre tão comuns. a gente se ama, eu sei. mas o amor não sobrevive só com palavras ditas esporadicamente. amor é pra ser intenso, recriado a cada dia, reforçado a cada momento, nos pequenos gestos. amor é compreensão, é saber lidar com os defeitos do outro e entender que eles fazem parte. amor é paciência de saber esperar a hora certa.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

pensamento solto

eu só tenho um motivo para trabalhar tanto: juntar dinheiro e me arrancar daqui. eu sinto como se tivesse o mundo inteiro pra desbravar. um dia, à essa hora, estarei tomando um café em alguma parte do mundo. e certamente não será nesta aqui. :)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

no hay dolor que para siempre dure

não existe coisa pior que você possa fazer do que me tratar com indiferença. detesto a forma como você faz eu me sentir desinteressante. me dói saber que há algum tempo estávamos tão mais próximos que hoje. não sei se é culpa de alguém ou se são coisas que acontecem. mas eu queria sentir de novo aquele nosso entusiasmo, das noites em claro conversando, dos beijos cheios de sentimentos que faziam eu me sentir mais viva. queria que você me chamasse outra vez para ver as estrelas, como daquela vez. mas essas coisas parecem ter ficado apenas nas suas lembranças mais remotas. e a minha angústia em aceitar que tudo isso está acabando me machuca um pouco, todos os dias.

raiva

existem aqueles dias que vocês sabe QUE NÃO DEVIA SAIR DE CASA. o dia é ruim, começou ruim, tem tudo pra acabar ruim. e não é pessimismo, é a lei da natureza. pra completar, sempre tem aquelas pessoas carregadas de energias negativas que vão dizer qualquer coisa que você nem se importaria se fosse outra hora, mas HOJE é diferente.